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Beijo Proibido

Momento proibido
pelo céu concebido
de pura inocência
um beijo perdido
eterno amor à beira-mar

e os dois foram parte eterna do ar
antes de os pais e adultos verem

antes de crescerem
e das pessoas saberem
como que antes de nascerem
do infinito


-Rafael R. Fraga

 

            Ondas                                           

 

Neblina na beira da praia        

Essas ondas quebradas

Surgindo do nada...

 

Dentre a maresia

 

Uma pós outra

São como acordes

Vindos do infinito

 

Caminhando comigo mesmo

Conversando em pensamento

Perdido em lugar algum

Eu e essas gotas de chuva que me caem

como uma luva

Tormento cessa

libertação sem luta...

ninguém proíbe a chuva

 

-Rafael R. Fraga

A Roda Gigante

 Luzes subirão

 Luzes descerão

 Com a eterna frustração

 De nunca tocar o chão

 

 Luzes vão para a esquerda

 Luzes vão para a direita

 E você nunca sabe

 A confusão que está na sua cabeça

 ...

 

 Luzes vão girando ao seu comando

 Se elas fugissem

 Você correria com espanto

 Você pode pará-las

 Também pode desliga-las

 Mas você sempre

 Vai voltar a liga-las

 

 As luzes vão descendo

 As luzes vão subindo

 Elas seguem girando

 Você segue sorrindo

 Luzes descerão

 Luzes subirão

 Com a eterna frustração

 De nunca tocar o chão

 -Rafael R. Fraga

Perdida na Noite

Extravagâncias extravagantes
da vida noturna
da lua suprema
a máscara tua

Dama de um vestido proibido
o olhar indeciso
o passo a passo
você a cada traço

Precisa
espaço

É o seu batom borrado
vestido que sobe e voa
no vento da torre ao léu
Quem dera tivesses um véu

Resta você... perdida nos templos da noite
Esperando alguém para te resgatar
Do frio, das alturas, e do calafrio
do batom borrado e do beijo não dado 

 

-Rafael R. Fraga 

Você Ser
 

Eu penso e penso, entao eu nao sou…
Quando me esqueço de ser ou não ser
e da questão

finalmente sinto o ser
entao apenas sou

O ser é apesar de Tudo
Apesar de tudo é você


-Rafael R. Fraga

Tom da Noite
 

Nas noites escuras do mar
sons de teclas de um piano
ressoando no vento norte
guiam as ondas

Um antigo acorde da meia noite

dá o tom

e acorda as estrelas

Gaivotas dançam em seu vôo

Enquanto durmo, enquanto sonho
algo me guia até lá

Posso sentir tudo
vem de lugar algum
e de todo lugar!

Ondas em cadência se movendo
sopradas por um vento
diferente
de nova maré da Lua
Maestra da noite

Estrelas, como brilhavam
a noite toda era canção
fluindo melodias
vindas do além
do meu próprio sonho

O Universo inteiro
em uma só música
que nenhum ser humano
jamais ouviu antes

Aquele som…

as teclas graves do piano do céu

ressoam nesse mausoléu

aonde eu flutuo, na imensidão
de água profunda

Uma deusa, musa da noite irrompe, monumental
da água para o céu estrelado
com cabelos longos ondulados
e um gigante e brilhante vestido


E tudo que sei
é que estou bem distante da praia...

 


-Rafael R. Fraga

 

Reinos da Noite

 

A ópera ressoa

quando todos vão dormir, ela pode começar

Sozinha, porém

Mais abrangente que o universo

 

Carruagens fantasmas que voam por aí

Estrelas cadentes que brilham vêm cair

No horizonte
quando ninguém vê

É a marcha das constelações e astros

Mundos esquecidos
Sonhos renascidos para quem sonha


Almas que voam,
bem vindas aos Reinos Perdidos da Noite
Vocês que acordam quando o mundo vai dormir

 

Crianças da noite
hoje a grave cantoria, junto ao vento

lhes carrega por aí em teclas graves de piano

 

Serão anjos ou estrelas que sonham e cantam por ti?
Ao ressoar das tantas vozes

antiga harmonia

que você sempre conheceu

apenas esqueceu

É o poder daquela Lua
de querer sair pra rua

para colinas proibidas

todas coisas escondidas

 

É momento eterno

Para os que saíram do tempo

E não mais querem dormir

 

São os Reinos Perdidos das Noites

Sob corais etéreos de vozes por aí

Depois das escarpas
Onde os raios caem no mar

Sem parar
 

-Rafael R. Fraga

.

Amor,  Nocturno Amor


Em noites de terror
o amor bate...
entre cobertas de torpor
bate na janela

São aquelas manchas de batom

naqueles profundos sonhos

noite adentro

revirando-se na cama

Quem é que você ama?
Quem é que você chama?
É ninguém, é um fantasma
pois os reais amores já esqueceu

Nas noites de terror
o amor chama...
perdido lá fora
um lobo que uiva

de longe

e nunca vai embora

-Rafael R. Fraga

"Amor, Selvagem Amor"

Quando a casa está em chamas
Na noite escura

E o amor bate na porta

Vindo de algum outro mundo

Onde véus se abrem

Trazendo uma ou duas notícias
Algo mais a se fazer
Sem ter nem que te dizer

 

É sentido no horizonte

Que espera

O coração que quebrará as regras

E saltará cercas

Nasce um novo homem
Quebra-se o tempo

Para nova história nascer
Novo fogo surgir na Terra

 

Dama do além
Presa em algum quarto a sonhar
Com sua própria fuga
Suportando, em silêncio, o tempo


Então a chuva cai
Tensão se esvai
É um sinal

O som do trovão

Não se sabe mais que horas são

 

É tudo ou nada

Foi o que disse a fada
Sobre essa nova lenda
De algum amor verdadeiro

 

Que queima por dentro

 

Traz á tona o secreto ser
Cruzando a planície
A busca, a canção, coração
O amor que está por fazer
Confunde o Padre e seu sermão

-Rafael R. Fraga

A Montanha

A montanha está lá

pra tomar conta do Sol


E se os rios
não fluíssem para o mar
aonde a vida iria parar?

Quando a lua está cheia
ilumina o mar á noite

e revela o horizonte

O vento traz histórias
e folhas de outono
venta no rosto em paz

Os campos estão lá
para quem quiser escapar

À noite a natureza ajuda

os amantes a fugirem

pelos caminhos da madrugada

Madrugada é companheira

de quem não sabe dormir

Como eu

que de dia existo

mas á noite vivo

Noite é esconderijo
para a alma
em segredo
tocar o luar
e seguir livre até seu mar

Toda essa infinita vida
seque o seu caminho
pois as estrelas ainda brilham
e
a montanha está lá

pra tomar conta do Sol

-Rafael R. Fraga

Ela e o Mar

Ela espera

Na sacada
Espera as ondas do mar

Lá embaixo

 

Cabelos pretos e ondulados

Ondulando ao vento da costa

Vestido comprido, de tempo antigo

Balança ao sopro que vem do horizonte
 

Ela espera

Um navio do além

Ela espera
Um amor

Ela espera

Pelo nada, talvez

Mas espera...
 

Pelo barulho das ondas a quebrar contra a amurada

Pela lua solitária como ela
Que, quando fica cheia

Sua alma está completa

 

Vive em imaginação
Tornou-se parte do seu mar

do azul marinho, e da brisa
que a acaricia

Este oceano é seu amante
O balanço das ondas
É massagem
E quando o vento dá-lhe um beijo
Ela vai dormir em paz

-Rafael R. Fraga

Madrugada

 

A madrugada

Madrugada minha amada

Onde tudo deixa de existir

Resta apenas eu e a noite

 

Sem Deus, sem Diabo

Só o escuro céu lá fora

Aqui dentro, canções antigas

Tempos em preto e branco

Coisas, no mundo de hoje, proibidas

Já passou o tempo de serem compreendidas

 

E o escrever que nunca cessa
pois o ser precisa ser
seja lá o que for

 

E nessa hora em que o tempo para
O vento da ira divina e o castigo do sol cessam

E as pessoas medonhas dormem

 

Eu sou eu

Apensar de tudo e de todos

Sou real aqui

No meio da noite
Ilegalmente sendo

 

-Rafael R. Fraga

O Pianista

 

O humor do piano

não foi bem compreendido
na tal noite

 

Mas o luar do piano

vai adentrar sua janela em noite de lua cheia

 

Piano, cedo

estará subindo às nuvens

alcançando as estrelas

colocando o amor de volta em seu lugar

 

Onde estão aqueles olhos que costumavam brilhar?

Os seus e os meus

 

Nossos puros sorrisos

de todas as emoções

este piano agora tocará a composição final

e irá dormir

 

Mas tudo começará novamente

Certo dia, em nova música

 

Das noites escuras

adentro dos céus de azul marinho

sem mais despedidas

 

A tristeza do piano

A nostalgia do piano

A verdade do piano

Do velho homem de volta à criança

 

O renascer segue sua música

Para que possamos entrar nos portões do Céu

pelos secretos acordes

algum dia...

-Rafael R. Fraga

Ao Seu Dispor
 

A vida é esta, esta aí

Não estás pagando nada anterior

Quando você nasceu

Eras algo original
 

E as estrelas giram

Acompanhando o vento

Ao seu rodor

Euquanto você olha para si mesmo

 

Renascendo

Relembrando

Dando meia-volta

Rumo a algum destino

Sentindo algum amor
 

Enquanto o tempo marcha

(E como marcha...)

Agora a seu favor

O eterno é seu e é agora

Se tocares a luz que te chama
 

Para ser o que sempre foi para ser

Onde tudo simplesmente é

E sempre foi

Ninguém para o tempo seu

O seu tesouro, você sempre mereceu
 

Todos vivemos em busca de uma outra vida

E não podemos ver aqui

Podemos sentir

Flutuando como uma pluma, nos levando por aí
 

Quando eu te olho, eu vejo...

Já estivemos aqui antes...

-Rafael R. Fraga
 

-Rafael R. Fraga

Trovoada

 

Eu vivo quando há trovões
é quando minha vida começa

Em meio á tempestade

Algo sempre muda

Algo sempre acontece

 

São os céus armados

A infinita estrada
Relâmpagos no horizonte

O agitar da terra

O chamado do vento
Estou escrevendo
Sozinho no ar

Viajando sem tempo

A tempestade lá fora
me lembra da vida
real
sem opiniões

Vida onde eu existo
No tempo certo em que desperto
Da ilusão para a emoção

O ressoar de Deus
Infinito num instante

A terra se move
Tudo irrompe
Enquanto os céus estão armados

-
Rafael R. Fraga

"Atemporal, Infinito"
 

Nuvens de memórias

Voam ao meu redor

Enquanto flutuo entre ondas

De nenhum destino final
 

Onde está o Sol? Onde está a Lua?

Eu não mais sei

Não mais pertenço
 

Estou livre para ser livre

Conforme as estrelas tocam o meu sonhar

Me entregando á todo novo significado

Uma alma como foi feita para ser
 

Antes de tudo

Aqui estou eu

Agora
 

Rio, leve-me longe

Bem longe

Mostre-me outro ccaminho
 

Eu vou começar de novo

Serei como uma estrela

De novo
 

Atemporal, Infinito

Entre as azuis profundidades do real amor
 

E apesar de tudo

Ainda estou esperando por ti

-Rafael R. Fraga

Sonho de Criança

Sonhos de criança
Sonhos da neve
Sonhos perdidos
No vento

Nas folhas de outono

Nas frias noites

De sonhos de inverno
De tempo eterno
Quando a Lua era maior

Tempo que não passava

e não passou

pois ainda estou aqui
nos sonhos de criança

De inocência e de loucura

de fazer arte com doçura

de estar sozinho, sem sono

olhando as folhas de outono

 

sem nada a fazer

 

-Rafael R. Fraga
 

Dama

 

O mistério, o vestido

perdido

num tempo bandido

do vento sentido

 

Penumbra

Na noite

Seu batom vermelho

Olhar desordeiro

Quem tem o full-house? Quem tem o ás?

Não importa, é o vento que sopra

o sagrado vestido de prenda perdido
roubado, rasgado


que na brisa do luar
estás a usar

 

Lenda sozinha neste bar da graça,

Serena, sem dor
esperando pela noite
sem uma mordida

de amor

 

-Rafael R. Fraga

Jade

Lá vem Jade

Vem passando

Às vezes num camelo

Ou no seu elefante indiano

 

Ela vale

Vale muito

Vale algo

Que ninguém pode pagar

 

Venha, veja

Abram espaço

Para o velho Sol raiar

Lá vai Jade para o mar


-Rafael R. Fraga

Novo Acorde
 

Explode no cosmos
um novo acorde

E tudo cessa...

Para acordar de novo

 

Pelos campos

Gramas verdes

As cidades adormecidas

Nas igrejas o povo sorri de verdade, diferente


O homem sai pela estrada certo de seu destino

Sem mais cambalear

 

A mulher vai dedicar todo seu amor

Ao seu homem, filhos e á sua vida

Entre as árvores, onde canta

 

Cantam pássaros

Cantam árvores

Entram em sintonia as ondas costeiras

Tudo num momento único

 

Bastava um novo acorde

 

 

-Rafael R. Fraga

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